Dia das Mães deve movimentar R$ 731 mi em MT: intenção de presentear

O Dia das Mães de 2026 deve impulsionar fortemente a economia de Mato Grosso, com uma movimentação estimada em R$ 731 milhões, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). O valor representa um salto expressivo em relação aos R$ 414,7 milhões registrados no ano passado, refletindo o aumento tanto no número de consumidores quanto no valor gasto.
A pesquisa aponta que 58% dos mato-grossenses pretendem comprar presentes, índice superior aos 53,4% de 2025, indicando maior engajamento com a data comemorativa. Além disso, o gasto médio também cresceu de forma significativa: passou de R$ 237,30 para R$ 324,16, um aumento real de 31,17%, reforçando o aquecimento do consumo no período.
Realizado entre os dias 16 e 23 de abril de 2026, o levantamento ouviu 511 pessoas em 32 municípios do estado, com nível de confiança de 95% e margem de erro de quatro pontos percentuais.
Apesar do aumento no ticket médio, a maioria dos consumidores (64,9%) ainda pretende manter os gastos em até R$ 300, demonstrando certo equilíbrio entre intenção de compra e controle financeiro.
Entre os itens mais procurados, cosméticos e perfumes lideram (26%), seguidos por roupas (25,3%), além de sapatos e acessórios (10,5%) e joias (7,1%). Mesmo assim, uma parcela relevante (13,5%) ainda não decidiu o que comprar, abrindo espaço para diferentes segmentos ampliarem suas vendas.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, esse comportamento representa uma oportunidade para o comércio.
“Há uma parcela significativa de consumidores indecisos, o que abre espaço para que lojistas diversifiquem estratégias e atraiam esse público”, destacou.
Outro ponto relevante é a forma de pagamento: o Pix lidera com 43,2%, seguido pelo cartão de crédito (40,2%) e débito (7,8%), reforçando a busca por praticidade.
Já os locais de compra mais citados mostram a força do comércio tradicional: 67,2% devem comprar no centro das cidades, enquanto shopping centers (12,8%) e compras online (8,4%) aparecem na sequência.
Segundo Wenceslau Júnior, a combinação entre meios de pagamento ágeis e preferência por lojas físicas reforça uma tendência clara:
“Os consumidores buscam praticidade, conforto e variedade, o que favorece especialmente o comércio local neste período”.
Fonte: rdnews