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Economia

Engenharia, TI e automação concentram os maiores salários da iniciativa privada em Mato Grosso, revela estudo

Publicado em 31 de Julho de 2026 ás 10:41
Imagem ilustrativa

Levantamento do Observatório da Indústria aponta que carreiras ligadas à engenharia, tecnologia e automação registram as maiores remunerações na iniciativa privada de MT.

Profissões ligadas à engenharia, tecnologia da informação, automação e gestão concentram as maiores remunerações pagas pela iniciativa privada em Mato Grosso, conforme aponta um levantamento recente divulgado pelo Observatório da Indústria. O estudo revela que o estado abriga mais de 155 mil trabalhadores com ensino superior formalmente empregados no setor privado, evidenciando a forte valorização de carreiras técnicas, científicas e especializadas.

De acordo com os dados compilados, o cargo de Engenheiro de Produção lidera com uma remuneração média de R$ 10.408,79, seguido de perto pelo Engenheiro Agrônomo, cuja média salarial chega a R$ 10.035,78. Outras carreiras de destaque na iniciativa privada são Analista de Desenvolvimento de Sistemas (R$ 8.404,85), Administrador de Redes (R$ 6.672,41) e Analista de Sistemas de Automação (R$ 6.653,70).

Destaque para automação e transformação industrial

O levantamento traz um dado expressivo sobre a Engenharia de Controle e Automação: embora a ocupação concentre menos de 30 profissionais empregados na iniciativa privada no estado, registra a maior remuneração média entre todas as carreiras de ensino superior analisadas, alcançando R$ 12.313,43. Segundo o Observatório da Indústria, esse patamar salarial reflete a necessidade premente e a escassez de especialistas focados no controle de processos e na digitalização industrial.

A diretora regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso (Senai MT), Fernanda Campos, destacou que os números refletem uma mudança estrutural no mercado. Ela ressalta que a transformação tecnológica já faz parte do cotidiano fabril e que as empresas buscam talentos aptos a operar em ambientes automatizados, hiperconectados e orientados à inovação contínua.

Como reflexo dessa demanda, instituições educacionais têm adaptado suas grades curriculares. O UniSenai MT, por exemplo, passou a ofertar graduações em Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção e Engenharia de Software, além de cursos superiores voltados à tecnologia, gestão, logística e segurança da informação.

Alinhamento entre educação e mercado

De acordo com a pró-reitora do UniSenai MT, Ana Cristina Caldart, estreitar os laços entre a academia e as demandas reais da indústria é um pilar indispensável para formar profissionais qualificados para áreas de alta complexidade.

Com a contínua expansão dos setores industrial, agroindustrial, logístico e de mineração no estado de Mato Grosso, a projeção do Observatório da Indústria é de que o mercado mantenha aquecida a demanda por profissionais altamente capacitados nas vertentes de engenharia, tecnologia e gestão.

Fonte: CenárioMT

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