Uli: o homem de confiança dos colonizadores

Alemão, nascido em Stuttgart, Ulrich Ebherard Grabert, o Uli, veio para o Brasil ainda pequeno – mais especificamente no interior do Paraná. Ele seria, anos mais tarde, o braço direito dos colonizadores Ênio Pipino e João Pedro de Carvalho.
Foi fundamental na fundação das cidades de Iporã, Terra Rica, Jesuítas e Ubiratã, nos anos 1950, no Paraná, e depois de Sinop, Vera, Santa Carmem e Cláudia, na década de 1970 em Mato Grosso.
O topógrafo foi quem veio no front de abertura da região amazônica. Essa história começou um pouco antes.
Uli foi enviado a Cuiabá para comprar uma fazenda a pedido de Ênio Pipino, mas viu que a aquisição na seria viável devido às dificuldades para transporte do gado. Nesse momento, ele conheceu Jorge Philipe, também vindo do Paraná, que disse que precisava vender terras na região que se tornaria Sinop, à época território de Chapada dos Guimarães.
“Levei as informações para Maringá. Ênio e João Pedro voltaram comigo, sobrevoaram e gostaram. Ênio foi a Brasília se informar sobre a colonização”, afirmou. “Em 1969, olhamos a área, e 1970 começamos a entrar”, contava Uli.
Em setembro de 1970, chegou à Gleba Celeste para demarcar e tomar posse das terras. Aos poucos, juntou uma equipe com mais de 400 homens para ir ‘abrindo caminho’ na região em que seriam fundadas Vera, Sinop, Santa Carmem e Cláudia.
Era ele quem executava o plano de construir Sinop – escolas, postos de saúde, abrir estradas e formar bairros. Ele residiu na cidade ajudou a fundar por mais de 40 anos. Na função de gerente, trabalhou pela Colonizadora Sinop por 45 anos, deixando a empresa em 1997.
Uli faleceu no dia 24 de maio de 2016, aos 82 anos. Ele foi protagonista e um dos principais expoentes da história de Sinop.